Liège ou Luik

... como lhe chamam os vizinhos holandeses.

Bem ... finalmente um dos posts sobre a nossa viagem a Maastricht, Aachen e Liége. Pois é começamos por visitar Liège no dia 8 de Outubro, estava um dia de chuva e não sei se por isso não nos encantamos de imediato com a cidade. No entanto Liège é rica em património e possui muito para visitar ...





Liège é a terceira maior cidade da Bélgica e a primeira da região da Valónia. É uma cidade onde o antigo e o moderno coabitam em harmonia. E é ainda atravessada pelo rio Meuse, o mesmo que atravessa Maastricht, possuindo quatro pontes a ligar as suas margens.

Iniciamos a nossa visita à cidade precisamente na Praça Saint-Lambert, onde a história da sua arquitectura começou bem nos inícios do ano mil. Foi com o primeiro príncipe-bispo, Notger, que demonstrou ser um grande construtor, ao edificar a primeira residência dos Príncipes-Bispos. O Palácio dos Príncipes-Bispos, é um difício que sofreu várias alterações ao longo dos séculos e que em 1852 lhe foi acrescentada uma ala neo-gótica.

A Praça Saint-Lambert foi, até à Revolução Francesa, ocupada por uma das maiores catedrais da Europa, data em que os habitantes de Liège se insurgiram contra o seu Príncipe-Bispo. É ainda na Praça Saint-Lambert que temos vestígios da ocupação mais antiga da cidade de liège: marcas pré-históricas, muros de uma vila galo-romana, restos de prédios medievais e vestígios da catedral gótica – tudo isto é possível ver visitando o ARCHEOFORUM (que nós por uma questão de tempo não tivemos a possibilidade de visitar).

Palácio dos Príncipes-Bispos

Praça do Mercado e “Le Perron”

Praça do Mercado e “L’Hotel de Ville”

“L’Hotel de Ville” reedificado entre 1714 e 1718 é um edifício de estilo clássico, feito de tijolos e calcário, que fica situado junto à Praça do Mercado.

Em frente ao “L’Hotel de Ville” fica o mais célebre monumento de Liège, a escadaria “Le Perron”, reconstruído no final do século XVII por Jean Del Cour. É o símbolo das liberdades de Liège
Esta escadaria que foi integrada numa fonte, tinha em 1447 sido transferida para Bruges, por Carlos o Temerário, após uma rebelião do povo de Liège. Mas em 1478 a sua filha restitui a Escadaria ao povo de Liège.

Tchantchès & Nanesse

Igreja de Santo André

Junto à Praça do Mercado fica a antiga Igreja de Santo André, construída entre 1765 e 1772, apenas abre para actividades culturais. 

Rua Pierreuse

Capela Saint-Roch na Rua Voliere 

Igreja de Santo António (1244, mas a fachada é Barroca - século XVII) / Museu "La Vie Wallonne"

Tchantchès é um personagem fictício do folclore de Liège representado por um fantoche.
Igreja de São Geraldo, com fachada em estilo barroco (1619-1655)

Montagne de Bueren (373 degraus)

Praça e Igreja de Saint-Barthélemy


A Igreja Colegial de São Bartolomeu, fundada entre 1010 e 1015, com pena minha não foi possível entrar pois estava fechada, queria muito ver uma das sete maravilhas da Bélgica – as Pias de Baptismo em Latão (1107-1118) que são ornamentadas com cenas esculpidas em alto-relevo. Estas pias são provenientes de “Notre-Dame-aux-Fonts”, o antigo baptistério da cidade de Liège.

Uns passos mais adiante encontramos a Place des Déportés ou Place St-Léonard, recentemente criada no lugar do fosso da cidade do século XIII, onde estava montado uma belo circo.



“Grand Curtis”


Numa das margens do Mose destaca-se em tom avermelhado um grande edifício, “Grand Curtis”, que alberga nos seis 10.000 m2 colecções de arqueologia, artes decorativas, arte religiosa e outras colecções …. 

Igreja de Saint-Jacques

A Igreja de Saint-Jacques é uma Abadia Beneditina do século XI. Possui elementos fantásticos como a nave uma verdadeira renda de pedra, a sua abóbada com nervuras e medalhões policromados, belas estátuas barrocas de Del Cour …




Igreja de Saint-Jacques

Catedral de Saint-Paul

A Igreja de São Paulo foi elevada à categoria de Catedral em 1801, mas a sua fundação data do século X, tendo sido reconstruída no século XIII ao XV e restaurada e meio do século XIX.


Catedral de Saint-Paul

Ponte "Fragnée", construída para a Exposição Universal de 1905.

Também atravessamos a Ponte dos Arcos para visitar uma das áreas mais antigas e populares de Liège – Outremeuse (para além do Meuse). É nessa outra margem do Meuse que se encontra o Museu Tcnantchès (que estava encerrado), a Igreja de Saint-Pholien (também fechada), a Igreja de Saint-Nicolas, o Monumento Tcnantchès, …

 ... fica por aqui a reportagem de um dia a percorrer as ruas de Liège, havia mais para mostrar mas estas fotos mostram o que mais me encantou.